Relacionamento Abusivo e o Pilar Compensatório

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            Você já esteve triste com seu parceiro achando que ele não te faz feliz? Ou não te deixa seguro? Ou não te aprova? Será que esta é mesmo uma responsabilidade do outro? Em qual medida?

            Retomando o assunto do qual falei no meu último artigo por aqui, segundo o autor e especialista em análise psicodramática Victor Dias, um relacionamento afetivo é composto de 3 pilares: o amoroso, o da conveniência e o compensatório. O vínculo amoroso corresponde ao interesse afetivo e sexual no outro, é o olhar direcionado às qualidades do outro; já o pilar da conveniência corresponde às vantagens na manutenção do vínculo, as metas comuns e a progressão material. Trata-se de olhar o relacionamento como uma tenda, que, para se manter em pé, precisa de seus pilares minimamente estruturados!

            A seguir, abordaremos mais profundamente as características do vínculo compensatório. Vamos lá?

            Por vínculo compensatório entende-se as expectativas de vinculação que um parceiro nutre em relação ao outro. Trata-se da delegação para o outro de nossas funções psicológicas e de nossas necessidades humanas, como cuidado, aprovação, orientação, julgamento, alegria, segurança, entre outras. Trata-se de entregar ao outro a responsabilidade de suprir nossas necessidades emocionais, físicas e estruturais.

            Muitas vezes, esta entrega acontece de forma automática, sem o outro pedir, ou, sequer aceitar! No início do relacionamento essa entrega é bem vista, é aceita, e é até desejável, porque na fase da paixão os parceiros estão tão envolvidos, simbióticos, que as necessidades são muito coincidentes, ficando fácil suprir as necessidades do outro. Com o passar do tempo, porém, é muito comum existir um desajuste, seja porque um passa a esperar demais das funções do outro, seja porque um deixa de se responsabilizar, ou porque as necessidades mudam, e assim por adiante.

Depositando nossas responsabilidades e expectativas no outro

            Antes de estarmos em um relacionamento, fazemos atividades, mantemos contato e compartilhamos nossas necessidades com uma série de pessoas: temos os amigos que nos ajudam na solidão, temos a família que nos ajuda no pertencimento, praticamos esporte para nos sentir confiantes, investimos na profissão para sermos reconhecidos, etc… Mas, quando entramos em um relacionamento, porém, é comum passarmos ao nosso parceiro a responsabilidade de tudo, são todas as expectativas e responsabilidades em um único ser. Será correto isso? Será conveniente e justo atribuir ao outro tanta responsabilidade? “Ele precisa me fazer feliz!”; “Precisa me aprovar!” “Precisa estar disponível sempre!“; “Precisa me valorizar!”; E assim vai.

       

Desajustes emocionais: os dois extremos

     Muitos relacionamentos, embora funcionais, estão cheios de conflitos porque os parceiros estão desajustados nestas expectativas, podendo o desajuste ser nos dois extremos:

1- Com o passar do tempo, da habituação, a pessoa deixa de querer exercer qualquer vinculação compensatória com o outro, nem as mais básicas, tornando o relacionamento frio e superficial;

2- A pessoa deixa de se responsabilizar por suas demandas emocionais, passando a delegá-las ao outro, muitas vezes, de forma unilateral, sem que ele queira ou aceite.

            Portanto, é possível concluir que, os relacionamentos simbióticos e abusivos são as formas mais extremas de desajuste no pilar compensatório, ou seja, da delegação excessiva!

            Em um relacionamento dependente, por exemplo, as pessoas simbiotizam na satisfação mútua das necessidades, podendo gerar conflitos, frustração, ansiedade, depressão, não crescimento pessoal. Algumas vezes, o outro até quer suprir as necessidades, mas nem sempre tem recursos e estratégias suficientes!

Um parceiro abusador é um psicopata ruim?

            Relacionamentos abusivos também podem ser analisados sob a óptica da desregulação do pilar compensatório. Nem sempre o abusador é um psicopata ruim; muitas, ou, na maioria das vezes, ele pode ser apenas um parceiro com expectativas compensatórias irreais, extremas e autoritárias. Por exemplo, quando quer sentir segurança, pode querer restringir os contatos do parceiro; quando quer sentir reconhecimento, pode exigir demasiada atenção… Dentre outras situações.

Ajustando o pilar compensatório

            Ajustar o pilar compensatório é um exercício incrível! É necessário uma dose de coragem para, a partir da autoconexão, olharmos para as nossas necessidades pessoais que estamos delegando indevidamente para o outro. É necessário amor e compromisso para, com empatia, escolhermos compensar algumas demandas do outro, porque afinal de contas isso faz parte do estar em um relacionamento.

            Fique ligado (a) nos próximos posts e vídeos aqui e no no nosso Instagram, em que falaremos dos outros pilares mais detalhadamente!

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