Saúde Sexual x Satisfação Sexual

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Frente a pergunta: “Sou saudável sexualmente?”… Qual seria a resposta?

Vamos refletir? O conceito de saúde sexual nem sempre é o mesmo: ele é bastante pessoal e dependente do conceito individual de cada um, assim como da normatização da sexualidade pela sociedade.

Quando a gente para pensar no aspecto social, observamos, ao longo do tempo, alguns períodos de normatização bem marcados. Existiu um período inicial, em nossa sociedade, em que a sexualidade foi principalmente normalizada pela religião; naquela época, o sexo saudável era o sexo heterossexual e reprodutivo, especialmente dentro do casamento.

Mas o tempo passou – e as coisas mudaram muito!

Posteriormente, com a popularização das doenças sexualmente transmissíveis e da AIDS, a medicina e a ciência também passaram a normatizar com ênfase o conceito de saúde sexual, de modo que, nesta fase, ser saudável sexualmente era reproduzir, não ter DSTs e não engravidar se não quiser!

Foi aí então que a internet se expandiu, assim como o consumo ligado ao sexo. Com isso, o orgasmo passou a ter um papel importante na normatização do conceito de saúde sexual, surgindo a ideia de que ser saudável nesse aspecto seria o mesmo que atingir o orgasmo, ou seja, “funcionar bem” a ponto de atingir – e de proporcionar – o orgasmo. Inserida, nesta fase, a primazia do prazer, a “ditadura” do orgasmo. 

Repressão sexual inconsciente

Relacionadas as essas fases de normatização, há que se investigar a existência de uma repressão sexual, ainda que indireta e inconsciente. Ocorre que interiorizamos em nossa consciência estas regras, permissões, proibições, modelos e expectativas, que se manifestam em nossa sociedade de diferentes maneiras!

Assim, temos uma nova pergunta: quais repressões existem hoje? 

Será que ainda há, em nossa sociedade, a normatização de saúde sexual com conceito heterossexual reprodutivo? Ou, ainda, será que há a primazia da saúde sexual relacionada a área médica? 

Com a expansão da internet e o sexo frequentemente na mídia, isso diminuiu a repressão sexual? Ou trata-se de apenas uma repressão diferente, que passou a exigir o orgasmo, que passou a padronizar o prazer e as práticas? Esta nova forma de repressão, talvez mais dissimulada porque o sexo aparece, é visto, também é padronizadora e normatizadora?

Essas são reflexões importantes, pois influenciam muito em nossa intimidade!

Recentemente, visando priorizar o indivíduo em sua livre expressão e vivência sexual, os estudos e tratamentos têm priorizado o conceito de Satisfação Sexual. Trata-se de uma busca em particularizar a percepção subjetiva, individual. A ideia de falar em satisfação envolve mais que a saúde e o desempenho, mas sim a vivência e a realização individual. É sabido que dissociar a percepção individual  do conceito coletivo é extremamente difícil, mas estas reflexões já nos oferecem uma possibilidade inicial de esclarecimento. 

Talvez, então, um bom começo e uma já evolução seria perguntar: estou satisfeito sexualmente? (e não sou saudável sexualmente). Porque, na satisfação, eu me autoconecto com a minha vivência, minhas expectativas, minhas necessidades e meu bem-estar!

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