Seus pensamentos podem estar te enganando!

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Confira uma análise com base na Terapia Cognitivo-Comportamental e entenda como isso pode acontecer e te prejudicar

“Uma situação não determina como nos sentimos, mas sim o modo de pensar sobre ela”. Essa é a ideia principal da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), criada por Aaron Beck, na década de 60, que surge como uma psicoterapia breve, estruturada, orientada para o presente, direcionada a resolver problemas atuais e a modificar os pensamentos e comportamentos disfuncionais. Segundo o modelo cognitivo, existem várias formas de uma mesma situação ser entendida e, conforme o pensamento que a pessoa tenha, isso determinará como ela vai se sentir e se comportar!

A gente pensa sobre tudo, o tempo todo!

Não conseguimos olhar para algo e não pensar em seu conceito, em sua classificação, em nosso julgamento sobre ela. Por exemplo, não conseguimos olhar uma caneca e não pensar sobre ela ser uma caneca. Da mesma forma, temos percepções sobre nós mesmos, sobre os outros, sobre os fatos, sobre o comportamento dos outros e sobre o futuro. Esses pensamentos ocorrem o tempo todo e são tão automáticos quanto as batidas do coração!

A TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) é fundamental para aumentarmos nossas percepções sobre nós mesmos e compreender de uma forma mais ampla o comportamento das outras pessoas. FOTO: Envato/Elements

Mas, afinal, o que são os erros cognitivos?

Ocorre que, por serem automáticos, nossos pensamentos nem sempre consideram todos os detalhes de um evento e são permeados por nossas experiências do passado, nossos medos, nossos julgamentos e outras variáveis que podem interferir gerando algumas distorções no nosso modo de interpretar as coisas. Essas distorções, que chamamos de erros cognitivos/de pensamentos, muitas vezes, impedem a realização de nossas metas e podem prejudicar a saúde mental. Conhecer, identificar e lidar com distorções cognitivas é fundamental para a realização de nossas metas e do nosso bem-estar. A avaliação realista e a modificação no pensamento produzem uma melhora tanto no humor quanto no comportamento.

Nossas relações interpessoais também são intensamente influenciadas pelos erros cognitivos, sendo muito comum os seguintes erros:

PERSONALIZAÇÃO: a pessoa atribui a si ou a relação fatos, características ou eventos externos ou do outro: 

Exemplo: “Fulana está estranha, EU fiz alguma coisa errada”. (Fulana pode estar preocupada com os problemas pessoais dela) .

Exemplo: “Ele falou isso só para ME irritar”. (Ele pode ser do tipo de pessoa que sempre falou sem pensar)

Exemplo: “Não ME ajuda porque não se importa COMIGO”. (Pode ser do tipo de pessoa que não se importa com organização)

Exemplo: “Foi jogar porque não se importa comigo”. (Pode ser do tipo que sempre gostou de jogar)

GENERALIZAÇÃO: a pessoa toma por referência um fato/característica e generaliza para todas as outras situações:

Exemplo: errei nisso, sou uma COMPLETA inútil (não vendo os acertos e as capacidades ).

Exemplo: ele não veio hoje, NUNCA me acompanha (não vendo as outras situações )

Exemplo: não agradeceu o jantar, não valoriza NADA que eu faço 

Exemplo: ele tem ISSO de ruim, não tem valor . 

“DEVE SER”: a pessoa classifica e valora as coisas a partir de regras fixas pré estabelecidas.

Exemplos:

“Não devo fazer isso, mulheres não fazem”.

“Ele não deveria ter feito isso, não é coisa de homem”.

“Se FOSSE EU eu teria feito dessa forma, então ele DEVERIA TER FEITO”.

“Não devo me envolver com pessoas do tipo X”.

“Ele fez uma vez, vai fazer sempre”.

“Devo me afastar das pessoas do tipo X”.

Conheça o seu modo de pensar e aprenda como lidar com as distorções cognitivas. Os erros cognitivos mais comuns são:

CATASTROFIZAÇÃO:  a pessoa pensa que o pior pode acontecer e que não há nada que se possa fazer a respeito. Exemplo: “Vou ser mandado embora e ficarei sem dinheiro, é meu fim”.

DESCONSIDERANDO O POSITIVO ou FILTRO NEGATIVO: a pessoa desconsiderada as características ou eventos positivos, dando ênfase ao negativo. Pode ser: voltado para si, exemplo: “Ok, terminei todo o trabalho, mas isso é o mínimo que eu deveria fazer”.

Voltado para o outro, exemplo: “Ok, ela me ajudou nas tarefas, mas nem me trouxe um presente”.

PENSAMENTO TUDO OU NADA: a pessoa considera os fatos em dois extremos (tudo ou nada): voltado para si, exemplo: errei o gol, não sou bom em nada; voltado para o outro, exemplo: não gosto da Ana, odeio esta escola e todos nela.

LEITURA MENTAL: a pessoa presume que sabe o que as pessoas pensam; exemplo: ele pensa que sou um fracasso.

CULPABILIZAÇÃO DO OUTRO: a pessoa considera o outro como a fonte de seus problemas e pensamentos negativos, negando-se a assumir responsabilidade por mudar a si mesmo, exemplo: “Sinto-me assim por culpa dele!”.

COMPARAÇÕES INJUSTAS: a pessoa interpreta os fatos por meio de comparações com padrões irreais, idealizados e perfeccionistas, por exemplo: todo mundo foi melhor do que eu na prova!

ARREPENDIMENTO DAS OPÇÕES FEITAS: a pessoa foca sua atenção no passado, julgando, em vez de programar e tentar melhorar para o futuro, exemplo, eu não deveria ter dito aquilo!

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Abraços, Daniela!

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